terça-feira, 25 de julho de 2017

25.07.17 Coração e artérias, remédios

Convallaria, a Lily do Vale, prova em sua ação sua relação com Lilium Tigrinum e também com Aloe, os Alliums e Squilla nos sintomas digestivos que causa; é um forte purgante e provoca muita náusea e vomito pela manhã como o enjoo matinal da gravidez.

Strophanthus Hispidus
As sementes desta planta são usadas para fazer a tintura e extrair o princípio ativo, Strophanthin. Pertence à família Apocynaceae sendo assim aliada de Apocynum canabinum. É nativa da África central e é usada pelos nativos para fazer venenopara flechas. Não houve provas, mas pacientes que tomaram a droga, queixaram-se de queimação no esôfago e estômago com perda do apetite e extremo desconforto gástrico, que não raramente levou a vomitar; às vezes havia diarreia. Foi usada em doses substanciais com sucesso em caso de doença mitral e aórtica, com muita dispneia e edema; aumenta a força dos batimentos do coração e estimula a ação dos rins. As indicações dadas por aqueles que a usaram são como segue: - Degenerações crônicas  do músculo cardíaco, usualmente com um pulso irregular, frequente e pequeno, grande dificuldade para respirar e edemas. Palpitação nervosa e dificuldade para respirar.
Às vezes causa um enjoo da pela comida, seguida de sufocação e vômito depois de comer, algumas vezes por severa diarreia.
Vou concluir relatando um caso em que foi dada, estando o caso sob minha atenção ainda que o remédio não tivesse sido prescrita por mim.
Caso 37. – Um caso Strophantus.
William G., 16, um rapaz de aparência delicada, foi admitido ao Hospital Homeopático em 25 de Novembro de 1893. Ele havia tido febre reumática dois anos antes; e quatro meses antes da admissão dores reumáticas voltaram durando três meses. Até um mês atrás ele estava apto a movimentar-se normalmente e até a subir as escadas correndo. Uma semana antes da admissão foi tomado por tosse e tremores, e durante a semana havia vomitado.
Na admissão ele não conseguia deitar-se na cama, tinha que ficar com o tronco erguido para conseguir respirar; tinha uma frequente tosse seca e curta, sem dor.
Os pés, especialmente o pé esquerdo, estavam inchados, afundando sob a pressão de um dedo. A temperatura estava normal. Tinha uma língua branca; por três dias antes da admissão esteve incapaz de manter alguma comida em seu estômago. Não havia dor depois de comer, mas ele tinha muita flatulência, que ele eliminava por cima, com grande sentimento de alívio.
O exame mostrou a seguinte condição:
Coração: grandemente dilatado, pulsação difusa. Alto ruído duplona região mitral, com acentuado segundo som. Nas áreas pulmonar e tricúspide o segundo som é acentuado e reduplicado.
Pulmões: altos sons do coração nos ápices, abafamento em ambas bases, e ralas úmidas a meio caminho subindo o pulmão direito. Alto som do coração na base esquerda também, mas numa are menor. Expectoração de sangue brilhante sete dias. Tosse pior por deitar-se.
Tratamento Strophanthus 0, uma gota a cada quatro horas foi prescrito pelo médico da casa, Dr, Lambert a quem devo as notas do caso.
Dia 27 de Novembro. – Inchaço das pernas quase se foi, tosse problemática durante a noite. Sem sangue. Bases mais limpas. Urina alcalina, fosfatos, sem albumina.
Dia 29 de Novembro. – Bases mais limpas. Sem expectoração. Sem inchaço das pernas.
Dia 2 de Dezembro. – Forte dor-de-cabeça acima dos olhos. Dormiu mal na última noite.
Dia 4 de Dezembro. – Temperatura 99.6 graus noite passada. Alguma consolidação ainda nas bases.

Dia 6 de Dezembro. – Melhor. Ruído sistólico mitral completamente desaparecido, apenas o pré-sistólico ouvido agora. Ontem teve dores nos ombros e sensação de ardência nos pés. Bases dos pulmões limpos, sem crepitações.

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