quinta-feira, 29 de junho de 2017

Continuando capítulo 10, remédios em 28.06.17

Quando o princípio animador é ferido de alguma maneira, a nutrição não acontece de forma adequada. Os elementos microscópicos dos tecidos não conseguem realizar suas transformações, e o órgão todo ou o corpo inteiro é enfraquecido. A menos que algum novo agente seja trazido para apoiar o organismo em sofrimento, a tendência é que a ação da doença progrida de mal para pior. É aqui que a medicação específica de Hahnemann entra, e neutralizando a mudança dinâmica no princípio vital, traz de volta a nutrição adequada. Então a sensação de bem-estar e de força volta. A quantidade de reparação depende em cada caso, do grau a que chegou a mudança degenerativa no primeiro exemplo. Onde os elementos do tecido foram destruídos, estes não podem ser restaurados; mas ninguém sabe dizer, em cada caso, quantos elementos de tecido não desenvolvido podem jazer adormecidos em um órgão danificado, prontos para ser chamados à vida por medidas medicamentosas adequadas, de modo que é sempre o caminho certo a percorrer para mirar na cura.

A mesma explicação se aplica no caso da cura de tumores. O princípio vital, através de alguma mudança em sua operação, produz, em vez de tecidos normais, tecidos mais baixamente organizados, com uma história de vida diferente da história dos tecidos de que se lançam. As mudanças nutricionais são diferentes daquelas que ocorrem nos tecidos em volta, e o aparecimento de novos crescimentos ou tumores é o resultado.

Mas o agente que produz tumores pode também removê-los, se os remédios adequados e específicos são administrados, de modo que a ação pervertida será revertida.

Muitas das disputas que têm acontecido em torno do método correto de selecionar medicações específicas teriam sido evitadas, se apenas os polemistas tivessem percebido que ajustando as visões, focos diferentes podem ser utilizados. Um homeopata, por exemplo, usará um ajuste fino, fazendo profunda observação dos sintomas do paciente em grande detalhamento e encontrará um simillimum para cobrir a imagem.  Outro, trabalhando com menor energia, tomará uma visão mais geral do caso, escolhendo uma droga que ele acha que corresponde a este. Ambos os métodos têm dado admiráveis resultados, e ambos têm seu lugar na homeopatia; e não é absolutamente minha intenção dogmatizar sobre qual é o melhor plano. Tive sucesso com cada um destes onde o outro me falhou.

Tem sido muito verdadeiramente dito que qualquer remédio pode ser requerido em qualquer doença, e o caso que registrei, em que Crocus teve um papel tão brilhante, é uma ilustração perfeita deste ponto. Então, se me perguntam “que remédios são bons em casos de doença do coração”, eu tenho que responder, “Todos os remédios na Matéria Médica”.


Ao mesmo tempo, é um trabalho muito útil identificar aqueles remédios que têm uma ação tão característica sobre o coração que reproduzem as indicações da maioria dos casos encontrados, e é isso que proponho fazer agora. É preciso ter em mente, entretanto, que para a prática bem sucedida é preciso levar em consideração o todo dos sintomas de um paciente, mais especificamente os sintomas mentais e morais característicos, ao selecionar um remédio, e a menos que a correspondência seja boa no todo, só um resultado parcial poderá ser perseguido.

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